quinta-feira, 18 de outubro de 2012

MP pede afastamento de Micarla e mais dois secretários; Miguel Weber é citado



Além do pedido de afastamento da prefeita Micarla de Sousa do comando do Executivo de Natal, o Ministério Público indicou na manhã desta quinta-feira (18) a suposta participação de mais três pessoas nas fraudes em contratos terceirizados na Secretaria de Saúde do Município: o secretário da Secopa, Jean Valério; o secretário da Semurb, Bosco Afonso; e o marido da prefeita, Miguel Weber. O MP pediu o afastamento dos dois secretários citados.

As fraudes no contratos estão sendo investigadas pela Operação Assepsia, que prendeu seis pessoas no Rio Grande do Norte e no Rio de Janeiro, além de apreender documentos e computadores em prédios públicos e de empresas nos dois Estados. Os detalhes do pedido do afastamento da prefeita Micarla de Sousa, divulgado hoje, não foram apresentados pelo MP na coletiva de imprensa convocada para o final da manhã desta quinta-feira (18). O procurador-geral de Justiça, Onofre Neto, limitou-se a dizer que há dados que apontam o envolvimento da prefeita e de auxiliares nas irregularidades.
O pedido do afastamento da Prefeita, formalizado já no dia 11 de outubro e que ficou sob a relatoria do desembargador Amaury de Moura, foi embasado por supostos indícios de envolvimento de Micarla em fraudes em contratos terceirizados na Secretaria de Saúde de Natal, investigados pela Operação Assepsia. O processo segue em segredo de Justiça.
A operação, realizada no dia 27 de junho, pelo Ministério Público Estadual, resultou na prisão de  membros da Organização Social  Marca, do ex-secretário Antônio Luna (planejamento) e Thiago Trindade (Saúde), além do procurador do município Alexandre Magno Alves. Todos já estão em liberdade. Porém, no momento em que foi deflagrada a operação, o Ministério Público não falou sobre os supostos indícios de participação da prefeita no esquema fraudulento, o que supostamente foi identificado após o curso das investigações.
O motivo das prisões foi a suspeita da existência de uma quadrilha que supostamente fraudou licitações, contratos e desviou dinheiro publico através da contratação de Organizações Sociais para gerir a Saúde no município.

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